domingo, 29 de outubro de 2017

TRABALHO DE OBSERVAÇÃO



INTRODUÇÃO


Este trabalho tem como objetivo a observação bem como análise de ensidencia de morfemas gramaticais relacionais nos dez primeiros títulos e versículos do primeiro livro da Biblia chamado Gênese. Com isto discernir um padrão recorrente entre os títulos para que assim seja possível o distinguir um estilo de escrita próprio desta obra.


A BIBIIA SAGRADA - GÊNESES TÍTULOS DOS CAPÍTULOS 1 AO 10


A CRIAÇÃO DO CÉU E DA TERRA E DE TUDO O QUE NELES CONTÉM
Deus cria esta Terra e seu céu e todas
as formas de vida em seis dias — Des-
crevem-se os atos de criação de cada
dia — Deus cria o homem, macho e
fêmea, à Sua própria imagem — Ao
homem é dado domínio sobre todas as
coisas e ele recebe mandamento de se
multiplicar e de encher a Terra.
A FORMAÇÃO DO JARDIM DO ÉDEM
A Criação é concluída — Deus des-
cansa no sétimo dia — Explica-se
a prévia criação espiritual — Adão
e Eva são colocados no Jardim do
Éden — É-lhes proibido comer do
fruto da árvore do conhecimento do
bem e do mal — Adão nome a toda
criatura vivente — Adão e Eva são
casados pelo Senhor.
TENTAÇÃO DE EVA E QUEDA DO HOMEM
A serpente (Lúcifer) engana Eva —
Eva e depois Adão comem do fruto
proibido — A Semente da mulher
(Cristo) ferirá a cabeça da serpente —
Explica-se o papel da mulher e o do
homem — Adão e Eva são expulsos
do Jardim do Éden — Adão presi-
de — Eva torna-se a mãe de todos
os viventes.
O NASCIMENTO DE CAIM, ABEL E SETE
Eva à luz Caim e Abel — Eles ofe-
recem sacrifícios — Caim mata Abel e
é amaldiçoado pelo Senhor, que tam-
bém lhe coloca um sinal — Os filhos
dos homens se multiplicam — Adão
gera Sete, e Sete gera Enos.
A GENEALOGIA DE SETE
As gerações de Adão são: Adão, Sete,
Enos, Cainã, Maalalel, Jarede, Eno-
que (que andou com Deus), Matusa-
lém, Lameque e Noé (que gerou Sem,
Cão e Jafé).
A CORRUPÇÃO GERAL DO GÊNERO HUMANO
Os filhos de Deus se casam com as
filhas dos homens — Os homens tor-
nam-se iníquos; a Terra enche-se de
violência; toda carne é corrompida —
Anuncia-se o dilúvio — Deus esta-
belece Seu convênio com Noé, que
constrói uma arca para salvar sua
família e vários seres viventes.
NOÉ E SUA FAMILIA ENTRAM NA ARCA
A família de Noé e vários animais
e aves entram na arca — Chega o
dilúvio, e as águas cobrem toda a
Terra — Todos os demais seres vivos
que respiram são destruídos.
AS AGUAS DO DILUVIO DIMINUEM
Cessa o dilúvio — Noé solta uma
pomba, que retorna com uma folha
de oliveira — Ele faz todos os seres
viventes saírem da arca — Oferece
sacrifícios — Asseguram-se a semea-
dura, a ceifa e as estações.
O PACTO QUE DEUS FEZ COM NOÉ
Noé e seus filhos recebem o manda-
mento de se multiplicarem e de enche-
rem a Terra — É-lhes dado domínio
sobre todas as formas de vida — De-
creta-se a pena de morte por assassi-
nato — Deus nunca mais destruirá
a Terra por meio de um dilúvio —
Canaã é amaldiçoado; Sem e Jafé são
abençoados.
OS DESCENDENTES DE NOÉ
Os descendentes de Noé são: Jafé,
cujos descendentes são os gentios;
Cão, cujos descendentes incluem os
cananeus; e Sem, de quem procedeu
Pelegue, em cujos dias foi dividida
a Terra.






MORFEMAS RELACIONAIS PRESENTES

Dentre os morfemas gramaticais inclusos nos dez títulos e explicação do mesmo na Bilia encontram-se os gramemas relacionais descritos abaixo servindo-se da função de organizar os elementos na frase, também ligam uma corrente de lexemas distintos.

MORFEMA RELACIONAL
QUANTIDADE
CLASSE MORFOLÓGICA
E
19
CONJUNÇÃO

MORFEMA RELACIONAL
QUANTIDADE
CLASSE MORFOLÓGICA
DE
16
PREPOSIÇÃO
EM
1
PREPOSIÇÃO
SOBRE
2
PREPOSIÇÃO
COM
4
PREPOSIÇÃO
PARA
1
PREPOSIÇÃO

MOFEMA RELACIONAL
QUANTIDADE
CLASSE MORFOLÓGICA
CUJOS
3
PRONOME RELATIVO
EM CUJOS
1
PRONOME RELATIVO
QUE
5
PRONOME RELATIVO
DE QUEM
1
PRONOME RELATIVO

MORFEMA RELACIONAL
QUANTIDADE
CLASSE MORFOLÓGICA
DO (DE+A)
9
CONTRAÇÃO
DOS (DE+OS)
1
CONTRAÇÃO
PELO(PER+O)
2
CONTRAÇÃO
À(A+A)
2
CONTRAÇÃO
AO(A+O)
1
CONTRAÇÃO
NO (EM+O)
2
CONTRAÇÃO
NA(EM+A)
1
CONTAÇÃO



CONCLUSÃO


A versão da Bíblia analisada no presente trabalho é uma versão didática pois não possui a marca da linguagem poética típica da Bíblia. Esta, acrescenta uma breve  explicação  antes de iniciar os versículos.

Como podemos observar os morfemas gramaticais que apresentaram-se são as conjunções, preposições, pronomes relativos, contrações (junção de preposições e artigos) assim como artigos definidos e indefinidos.

Não há a manifestação de pronomes objetos visto que as frases são escritas no modo indicativo no presente “Deus cria”, “A criação é”, “A serpente engana”, etc. Nos inícios dos temas as frases situam-se na ordem direta iniciando-se sempre em sujeito compondo artigo e substantivo ou apenas sujeito, com exceção do capítulo oito onde a a oração inicia-se com um verbo apresentando a ordem indireta ,ou seja, com o sujeito situado no fim.

Nas frases “Explica-se o papel da mulher” e “ a serpente da mulher ferirá a cabeça da serpente”, nos sintagmas nominais "da serpente" e "da mulher" observamos o uso da palavra “da” que pode ser explicado como sendo adjunto adnominal, ou seja, locução adjetiva.

Entre os morfemas relacionais que mais se destacam encontram-se a conjunção “e” a preposição “de”, a contração “do” e os artigos “os” e “a”. É interessante observar que a conjunção “e” é repetida 19 vezes no texto. Observando este fenômeno do ponto de vista estilístico, no primeiro versículo pode ser classificado como polissíndeto enfatizando os feitos de Deus na criação do mundo.

A linguagem é antiga porém ainda em uso, podemos concluir isto se observarmos o uso intenso do pronome reflexivo “se”, o pronome oblíquo “lhes” e “lhe” e o pronome relativo “cujo”, palavras estas que estão caindo em desuso na língua portuguesa.

Esperava-se encontrar frases iniciadas com o sintagma prestacionado, entretanto, não foi o caso, as frases não apresentam esta característica.

BIBLIOGRAFIA



















quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Morfologia

Morfema Lexical e Morfema Gramatical
 
A análise morfológica, ou mórfica, estuda a estruturação e formação de palavras a partir de suas menores partículas significativas: os morfemas.Os morfemas podem aparecer em forma de:
  • Morfemas Lexicais, também chamados de Lexemas;
  • Morfemas Gramaticais, também chamados de Gramemas.

Gramemas Flexionais

Servem para indicar, nos substantivos o gênero e número, e em verbos, o modo, o tempo, o número e a pessoa.
Os Gramemas Flexionais podem ser:
  • Aditivos;
  • Cumulativos;
  • Subtrativos;
  • Alternativos;
  • Morfemas Zero;
  • Alomorfe.

Gramemas Aditivos
Ocorrem quando há o acréscimo de morfemas que se ligam ao morfema lexical da palavra. Ex.:
Gramemas Cumulativos
Ocorrem sempre em verbos e neles há o acréscimo de morfemas ao morfema lexical (L) que trazem informações, respectivamente, de Modo (M) e Tempo (T) e de Número (N) e Pessoa (P). Ex.:
Gramemas Subtrativos
Ocorrem quando há a eliminação de morfemas em casos de mudanças de gênero da palavra original. Ex.:
Em todas as situações acima se percebe a perda do morfema [o], que é o indicativo de masculino destas palavras.
Gramemas Alternativos
Ocorrem quando, na mudança de gênero ou número, há troca de fonemas ou de morfemas. Ex.:
Nota-se aqui a mudança do [o] fechado para o [o] aberto quando essas palavras são colocadas no plural ou no feminino.

Já neste caso há a troca do morfema [o] pelo morfema [a], pela mudança de gênero ocorrida.
Morfema Zero
Ocorre em palavras que não podem ser divididas em diferentes morfemas, pois são compostas apenas de um gramema lexical. Nestes casos o morfema zero é representado por [Æ]. Ex.:
Pode-se ver que a palavra “garotinhos” sofre divisões mórficas, já as palavras "garoto", “mar” e “sol” não podem ser divididas, pois apresentam somente um morfema.

Gramemas Alomorfes

Ocorrem quando somente com a palavra não se pode definir seu gênero ou número. Ex.:

Nota-se, então, que só é possível definir o gênero ou o número desse tipo de palavras pelos artigos que a precedem.

Gramemas Derivacionais

Servem para formar novas palavras e assim enriquecem o léxico, servem como base de outras derivações e possibilitam um inventário vocabular mais amplo aos falantes.
As principais formas em que são encontrados os gramemas derivacionais são como:
  • Afixos (Sufixos e Prefixos)
  • Variação de Grau em Substantivos (Aumentativo e Diminutivo)

Ex.:
Nos exemplos acima os morfemas [in], [mente], [inh], [mento] são gramemas derivacionais.
Diferente dos gramemas flexionais, os derivacionais, apesar de terem formas corretas prescritas pela gramática normativa, não seguem regras ou coerência.

Gramemas Relacionais

Servem para ordenar os elementos de uma frase, eles também são responsáveis pela ligação coerente de lexemas distintos. Eles podem aparecer como
  • Preposições
  • Conjunções
  • Pronomes Relativos
Ex.:
Nos exemplos acima, as palavras grifadas são gramemas relacionais sendo, respectivamente, pronomes relativos, preposição e conjunção.

MOROSSSINTAXE DA LÍNGUA PORTUGUESA

O QUE É MORFOSSINTAXE?

A morfossintaxe é a união entre a morfologia, que estuda a classe gramatical das palavras, e a sintaxe, que por sua vez estuda o sentido das palavras em relação uma as outras na oração, ou seja a primeira olha a palavra sozinha enquanto a segunda sua relação em conjunto. Para exemplificarmos a tabela abaixo:

Como podemos observar, existem duas ferramentas gramaticais que podemos usar para analisar uma oração: o eixo morfológico ou paradigmático e o eixo sintagmático. Na análise morfológica observasse a identificação das palavras em categorias gramaticais: 3º pessoa do plural conjugado no presente do indicativo, artigo definido, substantivo, preposição e substantivo abstrato. Não há relação de significado dessas palavras uma em relação a outra e sim uma independentemente a outra, no caso, o oposto acontece no eixo sintagmático onde as mesmas palavras são classificadas como: sujeito oculto, verbo transitivo direto, objeto direto(água é o núcleo do objeto), objeto indireto.

A TEORIA COMPORTAMENTAL NA OBRA SARGENTO DE MILÍCIAS

Behaviorismo, do inglês comportamento, estudo disseminado pelo psicólogo John B. Watson em um artigo no ano de 1913, fundador do behaviori...